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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

andorinha

salta
minhas pernas, lépido,

- num fragmento
de tempo sou estátua -

um poema que se anuncia de tênis, mochila,
respiração,

duas canelas finas metidas em meias de algodão. não vi
sua cara,

nem ele a minha. seus pulmões pulsando num pulo
rápido, como uma

andorinha, a segunda que me aparece
por estas bandas saltando

o cimento, o bronze
dos dias.

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Bruno de Abreu
Piracicaba, São Paulo, Brazil
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